SERES POÉTICOS

domingo, 29 de maio de 2016

Aliteração do Amor



Ali há uma alteração
Alterando a sua vida nos meus passos
Alternando as minhas escolhas nos seus compassos
Mas ouvindo os sons dos mesmos vocábulos.

Meu amor, há em mim uma escuridão

Multicolor, sou iluminado pela aliteração.

Altera alternando as alternativas de vida

Perpetua personagens perpétuos de poesia
Amada , amadíssima 
No ciclo das águas , és a pureza que me purifica .
Todos que passaram na minha estrada
Alteraram migalhas de nada
Vós  exalais uma nova rica essência 
Da sua boca transbordam rios de novos fonemas 
Amada , amadíssima
Folha de amora caída da árvore do amor
Num verso existe o meu pensamento
No anverso existe sua imagem  
Que encontra a semântica na nossa linguagem   

Nesse momento eu te beijo

As consoantes se entrelaçam
As sílabas se unem
E o corpo da palavra dançam em sintonia com os vocábulos
E a frase ritmizada
faz amor em sincronia sintonizada .

Um casal chamado : Aliteração e Assonância  .

Um escuro saído da ignorância .

Havia em mim uma escuridão

Desvendei que os vocábulos sonoros
Era a a luz aliterativa da Aliteração
Desvendei também que no seu sorriso agraciado
Existe um crescente crescimento abençoado
Fazendo do meu ser multicolor
Unificando com a sua essência 
A aliteração do amor .


Autoria: Caio Fazolato (Todos os direitos autorais reservados e protegidos por lei)

Imagem: Internet



domingo, 27 de dezembro de 2015

Quisera Eu


Quisera eu poder te beijar
Do meu beijo, uma força tamanha te curar
Quisera eu te abraçar
Do meu abraço, a sua nuvem cinza retirar
Quisera eu te olhar profundamente e do meu olhar
Sugar o pequeno  mal em sua mente

Mesmo que custe a minha própria vida
Tornaria-me a viver feliz em outro horizonte
Por ver e saber que a sua vida regenera
A sua própria fonte
Ah, Deus! Se me permitisse revirar a minha alma
Trocar de lugar com a minha amada
Aí, sim,eu estaria bem

Quisera eu sugar completamente o grande mal em ti
Passar pra mim e em mim extirpar
Assim, quisera  eu ver  o mal como poeira se esfalecendo pelo ar

Quisera eu ser eletrocutado e não morrer
E poder ver o choque elétrico te fazer renascer
Como a última aurora na explosão cerebral
Nós, abraçados, contemplando a cura no céu celestial

Mas Deus, de presente, nos deu essa vida
O nosso poder é viver frente às adversidades
Não podemos reclamar
Nos cabe apenas lutar
No recanto eterno da nossa feliz cumplicidade


Autoria: Caio Fazolato
Imagens: Internet